domingo, abril 05, 2009

sábado, abril 04, 2009

Introspecção


Ultimamente tenho pensado regularmente neste assunto. Acordo cansada e sempre sonolenta. Será possível depois de dez horas de sono? Espera-me um dia pela frente com objectivos a cumprir. Esta ânsia consome-me! Opto por uma coisa e ao mesmo tempo arrependo-me por não optar por outra. Parece que tudo é importante e urgente. Seria pedir muito que os dias tivessem 48 horas? Haveria vantagens e desvantagens como há em tudo. Sinto-me como se o comboio estivesse a partir a toda a velocidade e eu, no meio da vagarosa multidão corresse e gritasse com o maior volume possível para conseguir alcançar aquilo que à partida é impossível. Mas será mesmo impossível? Ainda faltam alguns meses. Se calhar todas as pessoas antes de entrarem no mundo unviversitário sentem este formigueiro na barriga. Terei eu motivos para estar preocupada? Não haverá mais pessoas numa situação mais delicada do que eu? Trata-se de saber controlar a ansiedade. Como se aprende a controlá-la? A vida devia trazer um manual de instruções! Há tantas coisas com as quais não consigo lidar. As respostas que obtenho vindas de pessoas mais experientes são indecifráveis: "Aprenderás por ti própria" ou "Não vou poder decidir isto por ti". Por alguns instantes acho que preferia ficar a vida toda chateada por decidir qual a Barbie que hei-de pedir ao Pai Natal.
Voltando ao tempo, aos objectivos, à ansiedade. Estou de férias, certo? Por que é que sinto que ainda não descansei? E sinto que toda a vida descansei nas férias e agora tenho a cabeça cheia. Cheia de preocupações, cheia de dor de cabeça por ouvir o tic-tac do relógio que me diz que mais um dia chegou ao fim. Fico triste por saber que o dia chegou ao fim. Não pelo facto de ter sido magnífico, porque não foi, mas por saber que estou em contagem decrescente. Mas para quê? Contagem decrescente para muitas das minhas preocupações.
Chego à conclusão que sofro de ansiedade. Sofro no presente por pensar no futuro!
Afasto-me das pessoas e isolo-me para conseguir alcançar os meus objectivos mais depressa, eficazmente e sem interrupções. Mas percebo que a minha vida fica mais solitária e mais aborrecida se me afastar. Não estou a tirar frutos desta atitude, não estou a consiguir ter uma vida melhor, estou apenas a auto-destruir-me! Mas estarei certa? Não sei. Mas espero descobrir enquanto for tempo.